Explosão numa área de tratamento de resíduos numa central nuclear em Marcoule, Gard (França).A polícia confirma que o acidente, ocorrido às 11:45 de hoje, fez um morto.
A ASN, a autoridade francesa da segurança nuclear, faz saber que o acidente pode ser considerado concluído e que não houve fugas de material radioactivo.
Segundo uma primeira reconstrução, o acidente foi provocado pro uma explosão no forno utilizado para fundir os resíduos metálicos radioativos, e é classificado como "acidente industrial" e não "nuclear".
Todavia, a Agência Internacional para a Energia Atómica (AIEA) está em contacto com as autoridades francesas para conhece mais pormenores, sobretudo acerca da natureza da explosão.
A vítima é um homem cujo corpo foi encontrado carbonizado, enquanto há também um ferido grave, já transportado para o hospital de Montpellier e alguns feridos em situação não preocupante, tratados no hospital de Bagnols-sur-Ceze.
A região de Gard fica na França do Sul, não longe de Avignon e Tolosa, perto de Nimes e Aix-en-Provence.
A usina nuclear é a mais antiga do País, com os primeiros reactores utilizados no fabrico da bomba atómica e agora destinado ao tratamento dos resíduos.
Actualmente não há reactores nucleares em função no local.
h 16:09
O Ministério da Energia francês confirma a ausência de fuga radioactiva:
Segundo as primeiras informações, trata-se da explosão de um forno que serve para fundir detritos radioactivos metálicos de fraca e de muito fraca atividadeSegundo um porta-voz da EDF (Electricité de France), que gere a actividade e citado pela France Presse:
O incêndio que deflagrou após a explosão já foi controladoEste centro de processamento de detritos de fraca radioactividade situa-se em Codolet, mas depende do complexo nuclear de Marcoule, a 45 quilómetros de Nimes.
h. 17:00
O incidente parece de facto concluído. Se assim podemos dizer. Pois desta vez não houve fuga de material radioactivo, material que está presente nas instalações de Marcoule.
Mas sobra a questão da segurança: os reactores foram construídos em 1955, mais de 50 anos atrás. Estamos a falar de arqueologia nuclear.
É normal que a EDF ainda utilize uma central tão antiga, mesmo que seja apenas para o tratamento dos resíduos radioactivos?
O que, como vamos ver, não é verdade.
De facto, mesmo num acidente sem consequências (além do morto, claro, que não deve ter ficado muito satisfeito), é possível ver a obra "calmante" dos media.
Jornal de Negócios:
Notícia corrigida às 15h15: o local da explosão é uma estação de tratamento de resíduos nucleares e não uma central nuclearO que é falso. Dos 4 reactores, G1, G2, G3 e Célestin I, os primeiros três estão em fase de desmantelamento enquanto o último está ainda em função para a produção de trítio (isótopo radioactivo do Hidrogénio): Marcoule é uma central nuclear.
E todas os bonitos discursos após Fukushima?
Fonte: Jornal de Negócios

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